sábado, 1 de dezembro de 2012

Eduardo Anahory - O Arquiteto sem curso


Texto Pedro Ferreira Mendes
Arquitectura & Construção
Dezembro 2011



Coisas boas em jornais

Casa de Férias Aiola. Galapos, Arrábida. Será Eduardo Anahory que está sentado?
Foto de ulhtpa1.blogspot.pt


Homem de múltiplas paixões e talentos, aventureiro e vanguardista, foi cenógrafo, artista plástico, escultor, publicitário, artista gráfico, decorador, pintor... E arquiteto sem curso. 


Casa de Férias Aiola. Galápos, Arrábida, construída em 1959/60 (?). 
Fotos de ulhtpa1.blogspot.pt


Casa de Férias Aiola. Galapos, Arrábida, planta (?). 
Foto de infohabitar.blogspot


Oriundo de uma família de origem judaica que teve um papel fulcral no nascimento da Comunidade Israelita de Lisboa, Eduardo Anahory nasceu no Bairro Alto, frequentou a Escola de Belas Artes na capital e mais tarde a do Porto. Mas deixou o curso de Arquitetura a meio, o que o obrigou a recorrer, ao longo da vida, a arquitetos amigos, como Pedro Cid, Alberto Pessoa ou Manuel Alzina de Meneses para autenticar os seus trabalhos – a maioria de construção efémera e daí ser a sua obra tão escassamente conhecida.


Casa de Férias Aiola. Galapos, Arrábida. 
Foto de ulhtpa1.blogspot.pt


Modernista por gosto e geração, a sua arquitetura era simples no desenho, limpa de elementos decorativos e profundamente sintonizada com a natureza, com o recorrente recurso a madeiras nas paredes e vime nos tetos, como são exemplos as casas que ergueu na Arrábida, que lhe deram nome na imprensa especializada mundial. Numa das últimas edições de 1962, lia-se na "Architectural Review": “Recentemente, a ‘Domus’ publicou um grupo de pequenas casas de praia, pré-fabricadas, instaladas em Galapos, da autoria de Eduardo Anahory, que preservam certas virtudes básicas da arquitetura moderna que foram esquecidas em outros meios quiçá mais influentes. Este tipo de construções à beira-mar não é desconhecido e os trabalhos de Craig Ellwood vêm-nos à ideia, tornando a comparação quase necessária.” E continuava o artigo da publicação britânica: “No entanto, a simplicidade que aparece nas obras de Craig Ellwood é consequência de uma imensa sofisticação, enquanto no trabalho de Anahory se vê claramente ser o resultado de uma consciente restrição de técnicas e dos materiais utilizados, como foi o uso de painéis revestidos com laminado de plástico.”


Hotel de Porto Santo, com Pedro Cid, 1963. 
Foto copiada da revista Arquitectura & Construção


Hotel de Porto Santo, com Pedro Cid, 1963. 
Fotos de infohabitar.blogspot


Para a sua casa de férias, que batizou Aiola, onde Anahory desfrutou vários períodos de verão na companhia de Menez (foram oito anos de relação amorosa, durante os quais a pintora participou em vários projetos de Anahory, como nos pavilhões de Portugal para a Exposição Universal de Bruxelas e para a Feira de Munique, no café-restaurante Vává, na Casa da Azenha em Loures, no Restaurante Folclore ou no Hotel Porto Santo), o local escolhido, apesar de paradisíaco, levantava condicionamentos por se tratar de uma falésia. A revista Binário, de setembro de 1962, disso dava conta logo no início de um artigo sobre esta casa: “As imposições que regulamentam a instalação de construções na zona em questão, não permitindo que se façam trabalhos de alvenaria, obrigou a que se procurassem rochas firmes para o assentamento das colunas, do que resultou o seu exagerado afastamento.”


Bloco de apartamentos em Galapos, na Arrábida. 1961. 
Foto de mcabanelas.blogspot.pt


Detalhava aquela revista sobre os materiais de construção utilizados: ligeira estrutura de ferro que suporta um pavimento de pinho com revestimento de mosaicos de plástico nas casas de banho e cozinha; paredes formadas por painéis de aglomerado de cortiça revestidos de contraplacado nos quartos e de laminado de plástico nas casas de banho e cozinha; cobertura formada por placas de aglomerado de cortiça montadas em vigas de pinho; persianas basculantes e orientáveis pelo interior por meio de cabos e ferragens de barcos.


Foto de Eduardo Anahory (bem procurei outra) e foto do Pavilhão de Portugal na Feira de Munique. À direita, um painel de azulejos de Menez e uma garrafeira em ferro pintado  (1958?). Fotos copiadas da revista Arquitectura & Construção.


Ao escrever com uma considerável distância no tempo em relação à construção da casa, o autor do artigo permitiu-se à seguinte observação: “Esta primeira construção deste tipo, instalada no local há três anos, tem resistido perfeitamente a todas as condições climatéricas, inclusive ser durante o inverno constantemente banhada pela ressaca das ondas que rebentam contra as rochas em frente. A única assistência que se torna necessária tem sido uma aplicação anual de óleo de linhaça fervido nas madeiras exteriores e uma aplicação de flinkote na estrutura de ferro. É de notar o bom estado de conservação da cobertura que em nada acusa qualquer deterioração, apesar de receber durante o inverno água salgada.”


Cabeleireiro Eva, em Lisboa. Foto copiada da revista Arquitectura & Construção e foto de 
cartaz publicitário de Eduardo Anahory. 1942. Estúdios Novais, Fundação C. Gulbenkian.


A casa Aiola é porventura o projeto mais emblemático de todo o percurso arquitetónico de Eduardo Anahory, em que a união entre o efeito cénico do espaço envolvente e o dos materiais melhor resultado produziu. O que não significa que em vários dos seus projetos esta relação não tenha sido extremamente feliz, especialmente nas outras três casas que construiu fora da cidade para habitação própria (em Alportuche, na Azenha de Loures e na Biscaia). A estrutura assumida como elemento arquitetónico também era transversal aos seus projetos, como sustenta José António Brás Borges na sua dissertação para a obtenção do grau de Mestre em Arquitectura, 2010, intitulada “Eduardo Anahory, percurso de um designer da arquitectura”. E exemplifica esta observação com as vigas contra-placadas à vista, tanto na casa Aiola como no bloco de Apartamentos de Galapos ou no Hotel de Porto Santo, que “definem um ritmo constante, evidenciando o elemento regulador do espaço – o painel standard de aglomerado negro de cortiça”.

 Esquisso in Domus 443, Outubro 1966, p. 33, e Sequência de montagem. 
Fotos de ulhtpa1.blogspot.pt


Já o arquiteto Pedro Taborda, que com o autor da tese acima mencionada foram os únicos até hoje a estudar a obra de Eduardo Anahory, destaca o respeito pelo sítio, “que se revelava não tanto pelo encaixe da forma ao terreno, mas pelo respeito e sentido dos elementos naturais na ideia de casas abrigo, onde a própria precariedade dos elementos construídos, pela sua fragilidade, interagiam com o ciclo ambiental”.
Outra característica dos projetos de Anahory passa pela conceção de ambientes não especialmente luxuosos, mas confortáveis e de singular bom gosto. “Os bancos corridos de couro, os painéis de azulejo de Menez, o revestimento das paredes em madeira, a luz indirecta e discreta dos candeeiros em latão, o mobiliário moderno da fábrica Olaio (…), um ambiente acolhedor nada habitual aos estabelecimentos de restauração daquela época”, nota José António Borges no capítulo referente ao café-restaurante Vává – intervenção que elevou Anahory à condição de decorador de excelência da elite cultural da época. 
O talento aliado à sua natureza de bon vivant rendeu-lhe muitos amigos, alguns tão ilustres como Jorge Amado, Vinícius de Morais ou Oscar Niemeyer. E uma vastidão de encomendas para as várias manifestações artísticas em que se desdobrou. 

Texto Pedro Ferreira Mendes
Arquitectura & Construção
Dezembro 2011


Praia Piscina Flutuante. Projecto de Eduardo Anahory, 1968. Foto de retrovisor.blogs.sapo.pt


Praia Piscina Flutuante do Tamariz. 1970. Foto de ulhtpa1.blogspot.pt


Eduardo Anahory teve a ideia desta 'Praia Piscina Flutuante' enquanto resolvia um problema, como criar uma piscina para um hotel situado numa orla de falésias:

"... imaginamos construir uma grande piscina de água salgada (...) Porém realizada a maquete do conjunto, verificámos que essa piscina parecia um pequeno tanque perdido lá nas alturas; perdia-se o contacto directo com a natureza, faltava a verdadeira presença do mar, para onde os banhistas olhariam de longe com compreensível nostalgia...
Foi então que nasceu a ideia de fazer essa piscina dentro do oceano e no ambiente natural.
(...)
Em resumo,  poderá definir-se este objecto como uma grande jangada no centro da qual fica instalada uma piscina com paredes e fundo perfurados, de modo a que a água seja permanentemente renovada e filtrada. Esta jangada é constituída por elementos modulados que permitem uma fácil montagem, desmontagem e armazenagem."

Eduardo Anahory,  "Praia-Piscina-Flutuante" in Binário 119, Agosto 1968
(texto encontrado em ulhtpa1.blogspot.pt)


Foto e Noticia em A CAPITAL - Quinta-feira, 2 de Julho de 1970, na véspera da inauguração.



FRENTE À PRAIA DO TAMARIZ A PRIMEIRA PRAIA-PISCINA FLUTUANTE 

Representantes da Imprensa visitaram esta  manhã a primeira praia-piscina flutuante instalada em pleno mar, a cerca de 300 metros da praia do Tamariz, e que foi arquitectada e  planeada por Eduardo Anahory, que baptizou a sua invenção com o nome de «Seapool». É uma grande jangada, no centro da qual existe uma piscina com paredes e fundo de rede de «nylon», por onde a água é constantemente renovada e filtrada. A jangada é constituída  por elementos  modulados,  cuja montagem, desmontagem e armazenagem é de grande facilidade. Cada um dos módulos tem um comprimento de cinco metros e uma largura de 2,5 metros, pesando aproximadamente 400 quilos. O tamanho da «Seapool» dependerá, portanto, do número de módulos que a formam. A que está instalada na praia do Tamariz tem as dimensões exteriores de 30 por 20 metros,  medindo  a piscina, propriamente dita, 20 metros de comprido por 10 metros de largo. Em torno da piscina há um amplo «deck», com uma área de 400 metros quadrados, o que permite instalar confortavelmente cerca de 150 pessoas, além de  um  «snack-bar» e instalações sanitárias.


Anuncio em A Capital de 10-07-1971.


• Estabilidade

A  estabilidade da  piscina é  garantida por dois flutuadores em todo o seu  comprimento. Acontece, ainda que cada elemento da  piscina, mesmo posto a  flutuar isoladamente, pode suportar  dez pessoas  no mesmo bordo sem perigo de adornar, podendo igualmente suportar uma carga de dois mil quilos sem  deixar de ficar à  tona  de  água. Este tipo de piscina flutuante, além de trazer para o banhista a possibilidade de tomar banho ao largo sem correr qualquer risco, pode constituir óptima solução para as zonas da costa que não têm praias ou para ampliar e valorizar as praias acanhadas e superlotadas. Para concretizar  a  sua ideia,  o arquitecto Eduardo Anahory obteve o patrocínio da Sociedade Estoril-Sol, em cujos estaleiros de Alcoitão foi construído este protótipo. Instalada agora, como se  disse, ao largo da praia do Tamariz, a piscina-flutuante é amanhã oficialmente inaugurada com uma cerimónia para a qual foram convidadas entidades oficiais. Depois ficará à disposição do público. O trajecto entre o areal do Tamariz e a piscina-flutuante faz-se  num  barco a gasolina, da Estoril-Sol, o qual se manterá, em ligações constantes, ao serviço dos frequentadores da mais cosmopolita zona balnear portuguesa. Durante a visita à praia-piscina flutuante os jornalistas foram acompanhados pelos srs. dr. Manuel Telles e Jorge Teodoro dos Santos.
A CAPITAL - 2 de Julho de 1970


Cartaz de Eduardo Anahory. Revista Panorama, Anos 50. Foto de retrovisor.blogs.sapo


Eduardo Anahory. Estudo do cenário do bailado Nazaré. guache sobre cartão, 39,2 x 48 cm. Museu Nacional do Teatro. Foto de doportoenaoso.blogspot.pt


Vida e obra*


1917 – Nasce em Lisboa, a 16 de Dezembro
1931 – Inicia a atividade como ilustrador
1935 – Ingressa no Curso Especial de Arquitetura da Escola de Belas Artes de Lisboa
1937 – Transfere a matrícula para a Escola de Belas Artes do Porto. Participa como decorador no Pavilhão de Portugal na exposição de Paris, concebido por Keil do Amaral
1939 – Trabalha no Pavilhão de Portugal da Feira Mundial de Nova Iorque, encomendado ao arquiteto Jorge Segurado
1940 – Participa na Exposição do Mundo Português em Lisboa, integrado na equipa de “pintores-decoradores” do Pavilhão das Artes e das Indústrias
1940 – Embarca para o Brasil, onde viverá cinco anos, colaborando na realização de várias exposições com Oscar Niemeyer, Eduardo Reidy, Jorge Moreira, Roberto Marcelo, entre outros 
1942 – Participa como cenógrafo em peças teatrais no Rio de Janeiro
1945 – Regressa do Brasil num veleiro. Casa pela primeira vez, com Maria Reyna Lima Leal Baumberg. Organiza a sua primeira exposição individual de desenhos, óleos e guaches em Portugal. Parte para Paris, a convite do célebre dramaturgo Louis Jauvet, onde viverá até 1948 e onde se dedicará à cenografia e às artes gráficas 
1948 – Regressa a Portugal, integrando a equipa do arquiteto Jorge Segurado na adaptação do Pavilhão das Artes e Indústrias à função de Museu de Arte Popular
1952 – Viaja ao Brasil a convite do arquiteto Oscar Niemeyer. Desenha o Pavilhão do Instituto Brasileiro de Café e expõe projetos de painéis decorativos nos museus de Arte Moderna de Rio de Janeiro e São Paulo
1955 – Casa de fim de semana, em Alportuche, na serra da Arrábida
1957 – Com Orlando Costa, dirige a agência de publicidade Marca
1958 – Divorcia-se e passa a viver com a pintora Menez. Trabalha no Pavilhão de Portugal da 1.ª Exposição Internacional e Universal do pós-guerra, em Bruxelas, encomendado ao arquiteto Pedro Cid. Ganha o concurso para o Pavilhão de Portugal na Feira de Munique. Concebe o espaço interior do café restaurante Vává, em Lisboa.
1959 – Reabilitação da Casa da Azenha em Loures. Bar do Restaurante Folclore, em Lisboa. Decoração de um quarto do Hotel Ritz
1960 – Casa de férias Aiola, em Galapos, na serra da Arrábida (mais tarde veio a ser adulterada para receber a discoteca Seagull, que ficou destruída em 19 de novembro de 1998 devido a uma explosão de gás). Participa na execução de cartazes nas campanhas de publicidade da TAP
1961 – Bloco de apartamentos em Galapos, na serra da Arrábida (demolidos em 1986 no âmbito de um programa de reordenamento do território)
1962 – Hotel de Porto Santo, Madeira 
1963 – Viaja pela Finlândia com uma bolsa de estudo do Instituto de Alta Cultura. Hotel de Porto Santo, com Pedro Cid
1964 – Termina a relação com Menez 
1967 – Piscina flutuante: uma grande jangada constituída por elementos modulados em poliéster reforçado, em cujo centro ficava instalada uma piscina com paredes e fundos perfurados, de modo a que a água fosse permanentemente renovada e filtrada (esteve montada, no verão de 1967, na Praia do Tamariz, no Estoril)
1968 – Cria um Gabinete de Estudos, que passa a trabalhar em estreita ligação com o gabinete de arquitetura de Manuel Alzina de Meneses e Erich Corsepius
1969 – Casa com a atriz Graça Lobo
1971 – Casa do Alto dos Píncaros, na Biscaia, Cascais (desenhada para sua habitação, hoje está adulterada e é explorada por uma empresa que oferece alojamento e outros serviços a surfistas). Participa no projeto de adaptação das instalações da Companhia Mineira do Lobito, Angola, projetadas pelo arquiteto António Campino, a Hotel Presidente 
1972 – Divorcia-se de Graça Lobo 
1974 – Volta a viver no Brasil, na sequência da Revolução de 25 de Abril
1983 – Expõe a sua pintura no Rio de Janeiro
1985 – Morre em Lisboa, no dia 16 de Junho

*com base na dissertação de José António Brás Borges para a obtenção do grau de Mestre em Arquitectura, intitulada “Eduardo Anahory, percurso de um designer da arquitectura” (IST/2010)


In, Arquitectura & Construção - Dezembro 2011



 Eduardo Anahory. S/Título, 1983. Foto de www.cam.gulbenkian.pt


Eduardo Anahory. Sem título, óleo tela, Dim.92x72,5cm. Foto de www.pcv.pt



10 comentários:

  1. Boa tarde,
    parabéns pelo artigo, é sempre bom ver a obra de E.Anahory divulgada ao maior número de pessoas possível!
    Gostaria de lhe mandar uma mensagem pessoal mas, não consigo encontrar o seu perfil.. pelo que agradeço, se possível, que me faculte o seu e-mail.

    cumprimentos,
    José Borges

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    1. pode deixar mensagem em citizengrave@gmail.com

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  2. O meu pai e minha mãe nunca forma casados. Portanto não se divorciaram, separaram-se.

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  3. Peço desculpa pela forma errática em que escrevo, mas fui lendo uns troços e noto que há falhas. O meu pai e minha mãe G.Lobo nunca foram casados, mentiram à família para não os incomodarem! O meu pai nasceu a 18 de Dezembro, e sim, morreu a 16 de Junho.

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  4. Boas, mas o meu tio(citizen grave) faleceu é por isso que nao teve ainda resposta.
    Cumprimentos.

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  5. colaborei com Eduardo Anahory, nos projectos da casa de férias AIOLA / bloco de apartamentos GALAPOS / hotel PORTO SANTO / bar restaurante FOLCLORE e ainda na Fundação Gulbenkian, se entenderem, estou disponivel para esclarecimentos sobre detalhes construtivos da obra do Arquitecto Edurado Anahory (mesmo sem o curso)

    fernando jorge correia

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  6. Parabens por este blog, conheço a arrabida e também conheci o "Seagull" e não fazia ideia do projecto Aiola, muito bom.

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  7. Não fazia ideia que o Seagull, na qual obtive grandes noites de juventude,teria sido desenvolvido em cima de um objecto super bem desenhado pelo Eduardo Anahory.
    De facto o Seagull era unico, mas nas imagens verifica-se que era um objecto feio, desproporcionado e cheio de ampliações sem qualquer tipo de cuidado e que ofendia o sitio.
    Quem o permitiu teria que responder por isso.
    Destruiram um edificio fabulosamente bem composto desenhado por Eduardo Anahory.
    Estou correcto? Fizeram esta barbaridade?
    César Marques

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    1. Este comentário foi removido pelo autor.

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  8. Boas, nao sei a resposta as perguntas que fez, quem podia responder as mesmas faleceu em 2013(o criador deste blogue e meu tio)

    Cumprimentos,

    Luis Grave

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