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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Maggie Smith - A melhor das inglesas

Maggie Smith



Cena entre Peter Ustinov, Maggie Smith e Karl Malden.


«Maggie Smith pisou nos palcos pela primeira vez pela Universidade de Oxford em 1952, e fez sua estreia profissional em Nova Iorque, na New Faces 1956 Revue. Juntou-se à Old Vic Company em 1959, e começou a coleccionar prémios, incluindo o de melhor actriz de 1962 do Evening Standard, por seus papéis como Doreen em The Private Ear e Belinda em The Public Eye. Juntou-se ao National Theatre em 1963, interpretando Desdemona, junto com Laurence Olivier, em Otelo, e foi de sucesso em sucesso com Black Comedy, Miss Julie, The Country Wife, The Beaux Stratagem e Muito Barulho por Nada. Contudo, foi em 1969, com sua interpretação em A Primavera de uma Solteirona, que se tornou conhecida do grande público. Esta actuação lhe rendeu um Óscar e um prémio da Society of Film TV Arts de melhor actriz. Outros papéis no cinema se seguiram em: Viagens com Minha Tia (indicada ao Óscar de melhor actriz) e Morte sobre o Nilo. Em 1977, Smith ganhou seu segundo Óscar e um Globo de Ouro por seu papel na comédia de Neil Simon, Califórnia Suite.


Maggie Smith em 1971 nos camarins do Old Vic Theatre em Londres. sem data. John Olson.


Maggie Smith permanece fiel aos palcos ao longo de sua carreira no cinema e na televisão. Fez o papel-título de Hedda Gabler em 1970 e venceu seu segundo prémio de melhor actriz do Variety Club pela interpretação da sra. Millamant em Way of the World. Em 1970, Smith foi agraciada com a Comenda do Império Britânico e, em 1990, tornou-se Dame Maggie Smith. Foi premiada com o Hamburg Shakespeare Prize em 1991, é membro do British Film Institute, foi premiada com um BAFTA em 1993, e tem diplomas honorários de literatura da Universidade de Cambridge.»
(In, deepseries.wordpress.com/biografias/maggie-smith/)


Tributo a Maggie Smith.



(fotos John Olson e LIFE Archive)



domingo, 18 de dezembro de 2011

Fahrenheit 451 de François Truffaut

Fahrenheit 451
a temperatura a que os livros começam a arder…



"Sou contra a violência e a intolerância porque elas significam confronto. É como a discussão, algo do qual não gosto. Se quero alguma coisa, o meu desejo é tão intenso que não perco tempo com discussões. Se quero partir, parto, não falo sobre isso, pois se falo os outros me impedem de partir. Para mim, quem substitui a violência é a fuga, não a fuga do essencial, mas a fuga para se obter o essencial.
Creio ter ilustrado isso em Fahrenheit 451. É um aspecto do filme que escapou a todo mundo e me parece importante: a apologia da astúcia. "Ah, então os livros estão proibidos? Então, muito bem, vamos aprendê-los de cor". É o supra-sumo da astúcia. Não me farão assinar com outros amigos cineastas um manifesto contra a censura, pois creio haver cinquenta maneiras de se enganar, de vencer a censura e de se enviar a todos os outros países um filme exactamente como se quer que ele seja. A meu ver, isso é melhor em relação à violência. Não lutarei em nome de princípios. Tenho uma ideia completamente pessimista em relação à sociedade humana na qual vivemos.” (François Truffaut)




Fotos de Paul Schutzer de François Truffaut e Julie Christie, 
durante as filmagens em Londres de Fahrenheit 451 em 1966.


«Fahrenheit 451 é um romance de ficção científica, escrito por Ray Bradbury e publicado pela primeira vez em 1953. Em 1966, François Truffaut adaptou-o para o cinema; o romance e o filme apresentam um mundo futuro onde todos os livros são proibidos, as opiniões próprias são consideradas anti-sociais, e o pensamento crítico é suprimido. O personagem central Montag (Oskar Werner) é um bombeiro cuja função é queimar livros, proibidos na sociedade do futuro. O número 451 refere-se à temperatura (em Fahrenheit) a qual o papel ou o livro se incendeia. A mulher de Montag, Linda, é fútil e superficial, e presta mais atenção na televisão "interactiva" do que no marido. Influenciado por sua vizinha Clarisse (o oposto de Linda, mas representada pela mesma actriz, Julie Christie), ele começa a guardar e ler alguns livros.


 François Truffaut e Julie Christie, durante as filmagens em Londres de Fahrenheit 451 em 1966.


Uma cena marcante do filme: uma mulher recusa-se a sair de sua casa e é queimada junto com seus livros, sendo que ela mesma acende um fósforo e inicia a fogueira. Ao se apaixonar pela leitura, Montag decide sair da corporação, mas seu último serviço é em sua própria casa, denunciado por sua esposa Linda. Durante o serviço, ele queima seu chefe, Capitão Beatty, e foge. Refugia-se no local onde outras pessoas que lêem se refugiam, representando personagens e decorando os livros, antes de queimá-los. O livro que ele começa a memorizar é de Edgar Alan Poe.» 
(texto da wikipédia e www.pco.org.br)




Capa original do livro e cartaz do filme encontrados na net.




(Fotos de Paul Schutzer e LIFE Archive)