quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Os Fadistas não se medem aos palmos

Camané com 12 anos
Venceu a Grande Noite do Fado
Coisas boas em jornais

Reportagem do jornal O Sete sobre a vitória de Camané na Grande Noite do Fado em 1979 com 12 anos. Na foto da esquerda vê-se o filho do grande Max a receber um prémio de homenagem a seu pai, a outra foto que não é do jornal, (apenas coloquei ali para ocupar o espaço em branco) é do filho do Max, o José António numa foto que lhe tirei em 1999,  quando trabalháva-mos juntos na Sic. Um abraço José António.



Murais Politicos 1975-1977

Coisas do PREC



"No tempo em que os pincéis e a tinta vingavam sobre os cartazes de papel, as mensagens passavam nas paredes, independentemente dos dotes artísticos dos autores. Era a liberdade de expressão que valia, acima de tudo." 
(In, IOL PortugalDiário)


 Mural com propaganda do MES em Lisboa 1976.


Fachada da sede do PCP em Aljustrel 1976.


Mural com propaganda do PPD em Lisboa 1975. 

Mural com propaganda do PCP em Lisboa 1975.

Mural com propaganda do MPLA no Cacem 1976.

Mural com propaganda da UDP em Condeixa 1976

 Mural com propaganda do MRPP no Lumiar 1976.

Mural com propaganda do MRPP em Portimão 1976.

Mural com propaganda para a Presidência da  República no Instituto Superior Técnico em Lisboa 1976.
  
 Mural com propaganda  do PRP, Partido Revolucionário do Proletariado em Ferragudo 1976.

Mural com propaganda  do PRP, Partido Revolucionário do Proletariado em Ferragudo 1976.


  Mural com publicidade a um jornal em 1976.

 Mural com propaganda do PCP(R) no Cacem 1976.

Mural com propaganda do PCP em Coimbra 1976. 

Mural com propaganda ao MFA, Movimento das Forças Armadas em Lisboa 1977.

Mural com propaganda ao MFA, Movimento das Forças Armadas em Lisboa 1977.

 Mural com propaganda da UDP em Lisboa 1977.

 Mural com propaganda do PCP e do MDP CDE em Lisboa 1977.

Mural num prédio na zona da Marvila em Lisboa por um grupo de artistas afectos ao MRPP 1977.


(Fotos do Arquivo Fotográfico da CML)



Os militares no Rossio

Coisas do PREC


A certa altura do campeonato fomos visitados por uma esquadra naval da NATO, e o MFA entre outras razões (o clima estava já muito quente) decidiu proibir as manifestações. O MRPP decidiu mesmo assim convocar uma manif para o Rossio e antes da manif acontecer os páras, os comandos, os fuzileiros e a PM, comandados por Correia Campos secundado por Jaime Neves, "ocuparam" o Rossio e mandaram embora toda a gente e até o metro deixou de parar lá, seguia directo do Restauradores para o Martim Moniz. Os mrpp's foram para a Praça do Município salientando que aquela tinha sido uma grande vitória do povo.


A ocupação militar do Rossio em 31 Janeiro 1975









 Reportagem no Diário de Lisboa do dia seguinte, 01-02-75


(Fotos Gahetna - Nationaal Archief, Holanda)




quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Margaret Bourke-White


Uma das fotos mais célebres de Margaret Bourke-White: Imagem de negros americanos vítimas de enchente fazendo fila para conseguir alimentos e roupas, tendo por traz um cartaz glorificando o estilo de vida americano. Kentucky, Louisville. 1937.

Indianos que transportam cargas de palha na cabeça, passando em frente da 
Grande Mesquita Muçulmana na parte velha da cidade de Deli na Índia, 1946.

Brigada de mulheres russas empunhando ancinhos para recolher a 
colheita do feno em uma quinta colectiva fora da capital, Moscovo, 1941.


Fotógrafa norte-americana, Margaret Bourke-White nasceu a 14 de junho de 1904, no Bronx, em Nova Iorque, Em 1921 entrou na Universidade de Michigan e, ainda enquanto caloira, começou a tirar fotografias para o anuário da instituição. Margaret ganhou dinheiro fotografando belas casas e jardins durante o dia, mas nos tempos livres dedicava-se a fotografar aquilo que realmente lhe interessava - predominantemente fundições, estruturas de aço, entre outras. O seu portfólio chamou a atenção dos maiores industriais de Cleveland, tendo feito trabalhos que lhe trouxeram dinheiro suficiente para mudar o seu estúdio. Em 1929, o editor Henry R. Luce convidou-a para colaborar numa nova revista semanal - a Time. Margaret sentiu-se, no entanto, mais entusiasmada com um outro projecto que estava também a ser planificado: a revista de negócios Fortune. Durante 8 meses preparou as imagens que iriam sair no primeiro número, em julho de 1929.

Margaret Bourke-White preparando-se para tirar uma foto no alto de um arranha-céus 
em Nova York, 1931 e Trabalhadores numa fábrica de fiação no Estados Unidos,1935.


Em 1930, decidiu partir para a Rússia, que se encontrava em plena revolução industrial e cultural. Mas a entrada no país estava vedada a estrangeiros e os seus editores não acreditavam que ela conseguisse passar a fronteira. Por isso, optaram por enviá-la para a Alemanha, para que fotografasse a indústria emergente. Margaret decidiu, no entanto, partir para a Rússia por sua conta e risco. Depois de seis semanas de espera, um oficial russo ficou tão impressionado com o seu portfólio, que lhe concedeu permissão de entrada, dando também indicações para que todos os cidadãos soviéticos a assistissem sempre que necessário. Durante cinco semanas, viajou por quase todo o país, fotografando barragens, fábricas, quintas, trabalhadores, etc. Ao todo tirou quase mil fotografias, que resultaram no primeiro grande documentário sobre a Rússia. Regressaria mais tarde, desta vez a convite do governo russo, mas em vez de se dedicar à habitual fotografia industrial, concentrou mais a sua atenção nas pessoas. A revista de domingo do New York Times publicou seis artigos seus sobre a viagem, juntamente com as fotografias.


Antena transmissora de rádio, 1935.

Pista de corrida em Churchill Downs submersa na água do rio Ohio, em 1937.

Criança americana chupando o dedo ao lado de uma gaiola com 
canários em um abrigo durante as cheias do rio Ohio, em 1937


No início dos anos quarenta, a Europa assistiu ao crescimento de tensões internas. Margaret foi enviada para a Rússia e, quando a 22 de julho de 1941 caíram as primeiras bombas em Moscovo, era o único fotógrafo estrangeiro no local. Foi o seu maior furo jornalístico e, consequentemente, também o da revista Life. Durante os quatro anos seguintes, continuou a fotografar cenários de guerra, desde mortos dos campos de concentração a líderes, tendo mesmo chegado a voar nos bombardeiros americanos durante os ataques para registar imagens da destruição. Já depois da Segunda Guerra Mundial, mais especificamente em 1946, a Life enviou-a para a Índia e para o Paquistão. Foi nesta missão que conseguiu fotografar Mahatma Gandhi durante uma entrevista, precisamente uma hora antes do seu assassinato. Uma destas imagens do líder da causa independentista da Índia acabaria por ficar para a História.

Parte da família Krupp (um dos maiores financiadores de Hitler) na biblioteca da Villa Hugel após requisição dos bens dos Krupp pelos aliados para uso por pessoal militar, 1945.

Moradores da cidade de Weimar andando de olhos afastados enquanto eram forçados pelos militares aliados a caminhar passando por uma pilha de cadáveres no pátio do campo de concentração de Buchenwald, 1945.

Vista aérea dos danos na cidade de Colónia na Alemanha 
após os ataques aéreos dos ingleses e americanos. 1945.


Em 1956 descobriu que tinha a doença de Parkinson e foi submetida a uma cirurgia experimental com vista a atenuar os efeitos da doença. A operação foi bem sucedida e Margaret regressou de novo ao trabalho na Life, embora como jornalista. Juntamente com o seu colega e amigo Alfred Eisenstaedt, fez uma história sobre o tipo de cirurgia a que tinha sido submetida que acabou por ser publicada alcançando grande popularidade. Depois de uma nova cirurgia começou a escrever a sua autobiografia, "Portrait of Myself". Em 1971 foi hospitalizada e a 21 de agosto desse ano morreu, com 67 anos. 
(In, Infopédia)

Mulheres ucranianas na colheita de trigo em uma fazenda coletiva em Kharkov, 1941.

Silhueta do Kremlin iluminada por balas tracejantes e explosões, após sete pára-quedistas 
nazis terem descido para fornecer luz para guiar os bombardeiros alemães, 1941.

A bailarina Semionova atando o seu sapato no Grande Teatro Bolshoi. 1931.

Gandhi sentado de pernas cruzadas no chão, enquanto lia o jornal na sua casa, 1946.


Sem titulo, Russia. 1941.

 Ensaio na África do Sul, 1950.

  Ensaio na África do Sul, 1950.

  Ensaio na África do Sul, 1950.

 Ensaio na África do Sul, 1950.





(Fotos de Margaret Bourke-White e LIFE Archive)