De vez em quando lá vou ao baú e desencanto fotos que estão para lá meio perdidas. Estas de Cuba, que eu pensava ter acontecido em 1998 mas não, foi em janeiro de 99 (raios, vai fazer 12 anos); fez-me recordar que estive 3 anos e 3 meses sem fumar e só voltei a fumar lá em Cuba e charutos (claro!). Em 1998, os meus amigos começaram a pensar em visitar Cuba (antes que acabasse La Revolucion) e convidaram-me. Não estava a pensar ir; desde que tinha saido do hospital estive aí uns dois anos a recuperar, e pode-se ver pelas fotos que estava gordo como o caraças, quando saí do hospital tinha aí uns setenta e tal quilos e também recuperava de a loura ter ido embora. Mas fui e gostei. Pareciamos uns "gringos" e passámos sete dias nas praias do Varadero e fomos um dos dias a La Habana, a capital, visitámos La Plaza de La Revolucion e andámos por Habana vieja (a parte antiga da cidade). Deu para ver que os cubanos viviam com dificuldades, mas não vimos pedintes a não ser um puto de uns 15 anos que tentou de tudo para ficar com o meu boné. Comprámos mais charutos (na candonga), visitámos uma fábrica (aqui não sei se sonhei) e fomos a um dos bares onde Hemingway bebeu uns copos (La Bodeguita del Medio), que é como quem diz: A taberna do meio. Bebemos também e ouvimos muita música, onde quer que fossemos havia música e num restaurante até tocaram para nós uma música portuguesa, "Coimbra". Com calma ainda lá voltarei antes de bater a bota, mas para ver o resto de Cuba que é mais ou menos do tamanho de Portugal. Pode ser que La Revolucion ainda não tenha acabado.
Vista de Havana, ao fundo vê-se o hotel Nacional.
Eu e a Manuela na Plaza de La Revolucion, com uma escultura do Che como pano de fundo.
Vista de Havana, tirada do ultimo andar do hotel Habana Libre.
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Vista de Havana, tirada do ultimo andar do hotel Habana Libre.
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Chico Grave gordo como o caraças na praia do Varadero, com um charuto na mão. Aqui na praia aconteceu uma coisa engraçada, havia uns criados que traziam á praia aquilo que pedíssemos e a certa altura veio um que quando nos ouviu falar português, meteu conversa connosco e disse que tinha trabalhado em Campolide e que tinha gostado muito do nosso país e até sabia muitas palavras nossas e pela conversa tinha estado mesmo por cá.
Dentro de La Bodeguita del Medio, cujas paredes estão escritas com o nome das pessoas que por lá passaram, fossem conhecidas ou não, até no tecto havia nomes. Não sei como lá chegaram.
O grupo cubano que actuava na La Bodeguita del Medio e recordação da nossa passagem por lá, para além de termos escrito também os nossos nomes nas paredes.
(fotos de francisco grave)
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