terça-feira, 12 de junho de 2012

Franz Grasser, fotógrafo de bordo

Assim se faz Portugal


Lisboa, Rossio, Hotel Salão Central. Franz Grasser. 1936/1939.

Franz Grasser (1911-1944), nasceu em Bad Woerishofen na Alemanha e frequentou uma escola privada. Aprendeu fotografia com Othmar Rutz (1879-1961), na localidade suíça de St. Moritz. Desde 1936, Grasser foi fotógrafo de um navio para uma firma de Hamburgo. Suas primeiras viagens foram no navio "Monte Olivia", que a partir do Verão foi fretado até ao Outono, pela companhia de navegação "Hamburg-Süd" (HSDG) para cruzeiros nos fiordes noruegueses. Pouco tempo depois foi nomeado para o navio "General Artigas" em serviço na América do Sul, e era um fotografo regular no "Monte Rosa", tanto no serviço para os portos de La Plata, bem como durante vários meses para: "Brasil-África"; Hamburgo - Ponta Delgada / Açores - Pará - Pernambuco - Santos - Rio de Janeiro - Bahia - Santa Cruz de la Palma - Casablanca - Hamburgo.

 Lisboa, Rua da Condessa e Calçada do Carmo. Franz Grasser, 1936/1939. 
Açores, Ponta Delgada, Igreja Matriz De S. Sebastião. Franz Grasser, 1936/1939.

As fotos de viagens e destinos de Franz Grasser durante as rotas dos grandes navios de cruzeiro são essencialmente do mesmo género que as de Oswald Lübeck (1883-1935). Lübeck, foi um dos primeiros membros conhecidos da fotografia a bordo, um sub-género da fotografia de viagem. Mas as fotos de Grasser parecem mais autenticas. Ele tentou capturar o hábito do seu semelhante, a sua postura, as roupas e jóias de maneira quase documental. Grasser tem uma mente aberta e curiosa, e dispensa a produção da diferença, em vez disso enfatiza a diversidade das condições de vida, surpreendentemente, pouco afectada pelo pensamento racial. As fotos são livres de exotismo, nem sempre livre de o pitoresco, mas revelam um vislumbre das condições de vida reais. Quando a Segunda Guerra Mundial começou , os navios de passageiros alemão chegaram a um impasse e com isso o trabalho de Grasser como fotógrafo de bordo terminou. 

Lisboa, doca de Alcântara ou doca da Rocha de 
Conde de Óbidos. Franz Grasser, 1936/1939.    
Para o período entre 1939 e 1942 fez palestras públicas com títulos como "De barco e filme colorido para a Índia," "a face da terra. Em navios alemães ao redor do mundo" e "Filme de barco e a cores para o mundo ". Estes eventos foram integrados na acção de propaganda nazi; "trabalho, educação pública alemã" para o apoio das tropas. Na primavera de 1942 foi chamado para o serviço militar e Grasser primeiro estacionou na Holanda. Ele tentou em vão uma transferência para uma empresa de propaganda nazi. Em 1943 foi enviado para a frente de guerra na Ucrânia, foi feito prisioneiro de guerra e em 13 Novembro de 1944, morreu num campo de prisioneiros em Novorossiysk, na Russia. 

(In, www.deutschefotothek.de)

Lisboa, Baixa, Rua não identificada. Franz Grasser, 1936/1939.  

Madeira, Funchal, avenida com monumento ao fundo, monumento a 
Gonçalves Zarco e loja de souvenirs. Franz Grasser, 1936/1939.

 Madeira, Funchal, vendedores no porto, monumento a Gonçalves Zarco e rua com 
boi-trenó transportando turistas para uma casa de hóspedes. Franz Grasser, 1936/1939.

 Madeira, Funchal, vista da cidade a partir do navio de passageiros Monte Rosa, vista da cidade e do navio 
Monte Rosa e Cena de rua, com vista para o Oceano Atlântico e o Monte Rosa. Franz Grasser, 1936/1939.

 Madeira, Funchal, transporte de passageiros do navio Monte Rosa 
e barcos a remos, carregado com móveis do navio. Franz Grasser, 1936/1939.

 Madeira, Funchal, iluminações de natal e ano novo. Franz Grasser, 1936/1939.

 Madeira, Funchal, iluminações de natal e ano novo e loja de souvenirs. Franz Grasser, 1936/1939.

Madeira, Funchal, iluminações de natal e ano novo. Franz Grasser, 1936/1939.


(Fotos: Franz Grasser e Deutsche Fotothek)



segunda-feira, 11 de junho de 2012

Jane Fonda é Barbarella

Barbarella (1968)

um filme de

Roger Vadim


Jane Fonda transportada por Pygar (John Phillip Law), 
o seu anjo da guarda.1967. Carlo Bavagnoli.


Barbarella personifica a última das heroínas de ficção científica: inteligente, forte, com sentido de humor e sexy. Foi assim que o produtor Dino De Laurentis definiu a personagem criada por Jean-Claude Forest para os seus livros de ficção científica para adultos e que, Roger Vadim, transpôs para o seu filme «Barbarella», protagonizado por Jane Fonda; os dois eram casados na altura. 

Roger Vadim a ver o material de Jane Fonda antes de uma take.  Foto de Carlo Bavagnoli, 1967. Este rapaz tratava-se bem, foi casado com pelo menos, quatro actrizes: Brigitte Bardot, Catherine Deneuve, Jane Fonda e Annette Strøyberg.


O filme possui até hoje uma grande legião de fãs, simplesmente pelo fato de Jane Fonda ter realizado uma das performances mais sensuais que o cinema já viu (e ela pode ser vista em trajes mínimos ou insinuantes durante todo o filme). Produzido em pleno Flower Power, das drogas livres e do sexo em grupo, e pouco antes do maio de 68. Desde os ambientes hippies até aos personagens deliciosamente sixties, tudo é um regalo para o olho. No futuro de Barbarella já não há sexo. As pessoas simplesmente tomam um comprimido (um cada pessoa), unem as mãos e têm aquilo que parece ser um orgasmo. Barbarella é enviada para mundos selvagens, onde ainda se faz amor à canzana e, ao que parece, gosta. Gosta tanto ao ponto de se esquecer que tem que salvar o planeta do maléfico Duran Duran (foi daqui que os Duran Duran tiraram o nome).


Jane Fonda presa na câmara de tortura, uma máquina que 
mata a sua vítima de prazer. 1967. Carlo Bavagnoli. 


Inicialmente seria a actriz Virna Lisi quem interpretaria a protagonista Barbarella. Jane Fonda não queria interpretar uma personagem de banda desenhada, pois achava a ideia ridícula. Porém, ela terminou sendo convencida por Roger Vadim a interpretar a protagonista. Barbarella foi um verdadeiro divisor de águas para a actriz Jane Fonda. O filme foi um grande sucesso de público, fez de Jane um símbolo sexual e a tornou famosa mundialmente. Um show de beleza e sensualidade!!! A abertura do filme com o strip-tease de Jane Fonda em gravidade zero é um clássico. (Textos de : obviousmag.org e fotolog.terra.com.br)

Jane Fonda, é atacada por periquitos e tentilhões numa cena de Barbarella. 1967. Carlo Bavagnoli.  


Barbarella foi originalmente uma banda desenhada para adultos, criada em 1962 pelo ilustrador e escritor francês Jean-Claude Forest. A personagem Barbarella é uma aventureira espacial do século XL, com tendências ninfomaníacas que usa o corpo e a sexualidade para conquistar e derrotar os seus oponentes. Barbarella escandalizou a França quando de seu lançamento em livro ilustrado e chegou a ser proibida. Aos poucos, entretanto, conquistou o país e a partir daí espalhou-se pela Europa e pelo mundo, tornando-se uma espécie de ícone do movimento feminista dos anos 60, um James Bond futurista de saias.



(fotos de Carlo Bavagnoli e da LIFE Archive, as fotos da BD estavam á solta na net)



domingo, 10 de junho de 2012

Os 10 Mandamentos - Fotos da rodagem

The Ten Commandments (1956)


um filme de

Cecil B. DeMille


Fotos da rodagem por Ralph Crane, 1955


Charlton Heston é Moisés em The Ten Commandments (Os Dez
 Mandamentos, 1956). O que está por trás dele é cenário.


Produtor e realizador norte-americano, Cecil Blount DeMille nasceu a 12 de Agosto de 1881, na pequena cidade americana de Ashfield. Ainda adolescente, entrou para a Academia de Artes Dramáticas de Nova Iorque, tendo feito a sua estreia como actor em 1900. Em 1913, juntamente com Samuel Goldwyn e Jesse Lasky, fundou os estúdios Paramount, tendo marcado a sua estreia na realização com The Squaw Man (O Exilado, 1914). Torna-se o rei do cinema mudo, produzindo e realizando uma média de vinte e cinco filmes por ano. Durante este período, especializou-se em filmes épicos de natureza histórica e bíblica. Entre os mais célebres, contam-se The Cheat (A Marca de Fogo, 1915), Joan, The Woman (Joana D'Arc, 1917), The Ten Commandments (Os Dez Mandamentos, 1923), The Volga Boatman (O Barqueiro do Volga, 1926) e The King Of Kings (O Rei dos Reis, 1927). Com o advento do cinema sonoro, De Mille não voltou costas à inovação, conferindo maior espetacularidade às suas obras. Filmou Cleopatra (Cleópatra, 1934) com Claudette Colbert, The Crusades (As Cruzadas, 1935), com Loretta Young, e Union Pacific (Aliança de Aço, 1939), um western sobre os primórdios dos caminhos de ferro nos Estados Unidos da América, com Barbara Stanwick e Anthony Quinn. Com o aparecimento da cor, as grandes produções de De Mille ganham ainda maior espetacularidade. Volta aos épicos bíblicos com Sansom and Delilah (Sansão e Dalila, 1949), onde dirigiu Victor Mature e Hedy Lamarr e, em 1952, venceu os Óscares nas categorias de Melhor Filme e Melhor Realizador com The Greatest Show On Earth (O Maior Espetáculo do Mundo), uma obra sobre o mundo circense e que contou com Charlton Heston e James Stewart. A sua obra final foi talvez a mais célebre e a que teve maior projecção comercial, um remake de The Ten Commandments (Os Dez Mandamentos, 1956), que contou com uma verdadeira parada de estrelas - Charlton Heston, Yul Brynner, Edward G.Robinson, Anne Baxter e Vincent Price. Os efeitos especiais utilizados na execução deste filme épico foram revolucionários para a sua época, sendo inesquecíveis as cenas da marcha pelo Mar Vermelho e a entrega dos Dez Mandamentos a Moisés. Morreu a 21 de janeiro de 1959, em Hollywood. (In, www.infopedia.pt)

 Cecil B. DeMille no deserto a dirigir cenas de 
Os Dez Mandamentos. Egipto, Novembro, 1955.


Uma das mais belas histórias da Bíblia obteve, no ano de 1956 e graças à ambição sem limites de Cecil B. DeMille, a sua melhor adaptação cinematográfica de que há memória. (...) O argumento, escrito a quatro mãos (Æneas MacKenzie, Jesse Lasky Jr., Jack Gariss e Fredric M. Frank) consiste num exercício de escrita assaz prodigioso, que possibilita uma metragem de aproximadamente 220 minutos a partir de uma história que, nas sagradas escrituras, se resume em poucas páginas. Um dos maiores encantos da obra reside, precisamente, nesses instantes maravilhosos em que a eloquência das declamações, embebida na poética dos evangelhos e protagonizada tanto pelos actores como pelo narrador, nos arrebatam por completo. A magnífica banda sonora de Elmer Bernstein constitui, também, uma das dádivas maiores da obra. No momento da travessia do Mar Vermelho, então, e juntamente com a espectacularidade dos revolucionários efeitos especiais (John P. Fulton), possibilita um clímax absolutamente deslumbrante, impressionante e apoteótico, que se estende até ao episódio do forjamento dos dez mandamentos.


 Cecil B. DeMille no deserto a dirigir as tropas e os figurantes. Egipto, Novembro, 1955.


Os valores de produção são verdadeiramente monumentais: não só os já referidos efeitos especiais, mágicos e notáveis ao logo de toda a obra, como os cenários (Hal Pereira, Walter H. Tyler, Albert Nozaki, Sam Comer, Ray Moyer) que, do mais ínfimo pormenor ao mais imponente e vistoso ídolo de um Egipto no seu máximo esplendor arquitectónico, são de um trabalho majestoso e extraordinário, capaz de justificar, por si só, o valioso orçamento da obra. O guarda-roupa (Edith Head, Ralph Jester, John Jensen, Dorothy Jeakins, Arnold Friberg) é rico, luxuoso e exuberante, com uma panóplia de corte e costura notável! Desfilam as mais variadas cores e texturas, enchendo o ecrã de uma pura beleza visual.


 Cecil B. DeMille confraternizando com figurantes que o presentearam com um Yodel (forma de cantar que envolve cantar uma nota prolongada que muda rapidamente e repetidamente) egípcio da Alegria. Egipto, Novembro, 1955.


Ainda que nem sempre o DeMille-realizador esteja na sua melhor forma, nomeadamente na primeira parte da obra em que o ritmo e a dinâmica se tornam, por vezes, um tanto ou quanto fastidiosos, e o movimento de câmera não se encontra particularmente inspirado, é na segunda parte que o filme ascende a um patamar superior, culminando nalgumas das cenas mais memoráveis da História do Cinema e que povoam, certamente, o nosso imaginário. A direcção de centenas de figurantes e a própria direcção de actores revela-se inequivocamente magistral: Charlton Heston como Moisés, Yul Brynner como Ramsés II ou Anne Baxter como Nefretiri são papéis deveras excepcionais.


Cecil B. DeMille passeando na frente da sua tenda à espera, para filmar uma cena que envolvia gansos, patos, tendas e figurantes. Egipto, Novembro 1955. 


Reprovável em toda a história só mesmo a egocêntrica contradição moral que é condenar a autoridade déspota e assassina do Faraó e, com a mesma facilidade, glorificar a fé em Deus, ele próprio uma entidade monstruosa e autoritária, que dizima inocentes sem qualquer dó ou piedade. Mas enfim, contradições bíblicas às quais o filme não conseguiu fugir. Independentemente desse aspecto, fica a memória de um épico não só grandioso como megalómano, naquele que foi um dos momentos altos do cinema de Hollywood. 
(In, cineroad.blogspot.pt)


 Cenas da partida para o deserto.  Egipto, Novembro 1955. 


  Cenários no deserto para o filme, Os Dez Mandamentos. Egipto, Novembro, 1955.

Cecil B. DeMille, chegou a sofrer um ataque cardíaco durante as filmagens. Ele ficou alguns dias afastado das filmagens, mas logo retornou ao trabalho, contrariando a orientação dos médicos. Egipto, Novembro, 1955.

Figurantes do filme, voltando para casa após um dia de filmagens. Egipto, Novembro, 1955.


(Fotos de Ralph Crane e da LIFE Archive)


sexta-feira, 8 de junho de 2012

DREAMS THAT MONEY CAN BUY

Um filme de
Hans Ritcher (1947)


Pintor surrealista e dadaísta, teórico do cinema e um cineasta experimentalista, o alemão Hans Richter (1888-1976) escreveu, produziu e dirigiu Dreams That Money Can Buy, uma das contribuições mais significativas para o movimento "avant garde" do século 20. Um filme experimental filmado por 25.000 dólares em um sotão de Manhattan. Foi estreado em Nova York em Março de 1947 e na sua estreia, foi recebido com uma mistura de aplausos e confusão, especialmente quando o projeccionista eleito para mostrar o filme projectou o filme sobre a parede e o tecto ao invés do écran. O filme foi mostrado no Festival de Veneza de 1947, onde ganhou um prémio especial para o melhor contributo original para o progresso do cinema. Ver aqui a biografia e pinturas de Hans Ritcher




Fotos de Gjon Mili, da rodagem do filme "Dreams That Money Can Buy", 
em reportagem para a LIFE Magazine  em Dezembro de 1946.


Foto reportagem de Gjon Mili para a LIFE Magazine, 1946. Clique para aumentar.


 Fotos da rodagem do filme "Dreams That Money Can Buy" de Hans Ritcher, por Gjon Mili, 1946.



DREAMS THAT MONEY CAN BUY 
(HANS RICHTER, 1947)

Produzido nos Estados Unidos entre 1944 e 1946, Dreams That Money Can Buy é o projecto cinematográfico mais ambicioso do artista plástico e pioneiro do cinema experimental Hans Richter, que desde há muito ambicionava realizar um filme colectivo que reunisse alguns dos seus compagnon de route das aventuras dadaístas e surrealistas. Trata-se de uma história de sonhos misturados com a realidade, que nos transporta para o mundo onírico do inconsciente, através da história de Joe/Narcissus, um jovem cuja vida não corre da forma como ele gostaria, que descobre que tem a capacidade para criar sonhos. Decide, então, aproveitar este dom para ganhar a vida, passando a vender sonhos feitos à medida de toda a sorte de clientes frustrados e neuróticos.



  Fotos da rodagem do filme "Dreams That Money Can Buy" de Hans Ritcher, por Gjon Mili, 1946.


As sequências oníricas do filme são fruto da imaginação de Richter (Narcissus) e dos artistas por si convidados: Max Ernst (Desire), Fernand Léger (The Girl with the Prefabricated Heart), Man Ray (Ruth, Roses and Revolvers), Marcel Duchamp (Discs) e Alexander Calder (Ballet e Circus). A música original foi composta por Louis Applebaum (Narcissus), Paul Bowles (Desire e Ballet), John Cage (Discs), David Diamond (Circus) e Darius Milhaud (Ruth, Roses and Revolvers). Por detrás da produção de Dreams That Money Can Buy esteve a The Art of This Century Gallery, de Peggy Guggenheim, além do próprio Richter e do escritor e cineasta Kenneth MacPherson, membro do colectivo Pool e um dos fundadores e editores da Close Up, a primeira revista de língua inglesa especializada em crítica e teoria cinematográfica.


  Fotos da rodagem do filme "Dreams That Money Can Buy" de Hans Ritcher, por Gjon Mili, 1946.


Dreams That Money Can Buy combina o imaginário das primeiras vanguardas do século XX (Duchamp, por exemplo, constrói o episódio intitulado Discs a partir do seu famoso quadro Nu Descendant un Escalier n° 2, de 1912, e dos discos giratórios utilizados em Anémic Cinema, a sua única obra cinematográfica, realizada em 1926) com algumas referências e convenções genéricas do cinema clássico de Hollywood (desde a voz off do protagonista, muito comum nos film noir, até ao expressionismo fotográfico característico do cinema fantástico), utilizadas, o mais das vezes, com uma intenção paródica, sobretudo, nos segmentos escritos e realizados por Fernand Léger e Man Ray.
Com Dreams That Money Can Buy, Richter alcançou a forma mais elevada do poema cinematográfico a que se referiu em muitos dos escritos teóricos que publicou acerca do cinema — uma forma de expressão artística que, graças à sua natureza eminentemente visual, não se deve limitar a reproduzir ou imitar a realidade tal como esta se apresenta, mas sim reinventá-la através da representação simbólica abstracta. 
(In, olugardosangue.blogspot.pt)


 Fotos da rodagem do filme "Dreams That Money Can Buy" de Hans Ritcher, por Gjon Mili, 1946.


(Fotos de Gjon Mili e da LIFE Archive)