domingo, 17 de junho de 2012

Vozes da Quinta da Calçada

Para o Bairro da Quinta da Calçada 19



Tenho esta cassete desde 1977, portanto já lá vão 35 anos e só há pouco tempo é que a mandei a um técnico para melhorar o som, Já coloquei aqui um post com a gravação de A Visita do Carocho, mas no lado B da cassete estão umas entrevistas a moradores feitas por mim e pela Rosário (já lhes falei dela), para um filme de slides que pensávamos fazer sobre o Bairro da Quinta da Calçada, em certa altura por volta de 1977/78. O filme não foi para a frente, já não me recordo a razão, mas devia ter a ver com a falta de dinheiro para estas coisas e da disponiblidade de todos os envolvidos. De qualquer forma ficaram as gravações e as fotos. Os entrevistados que estão na cassete são: A Ti Virginia, a Ti Lurdes e o Ti Virgílio da rua dos lilazes. Depois das fotos volto a colocar a gravação de  A Visita do Carocho, para quem quiser ouvir.


Clique na seta para ouvir a Ti Virginia, a Ti Lurdes e o Ti Virgílio  .



A Ti Virginia, com o filho Alfredo ao lado, assistindo a uma sessão de A Visita do Carocho em 1977.

A Ti Lurdes, mais uma das filhas em frente á sua casa na altura em que lhe fizemos a entrevista. 1977.

O Ti  Virgílio, na sua casa e foto do interior da mesma em 1977.


Foto do exterior da casa  do Ti  Virgílio,  em 1977. Está um bocado escura mas é o que se arranja.


Gravação de um programa de Rádio
A Visita do Carocho - 1977

Já não me recordo de como esta estação de rádio (nem qual era, mas creio que o locutor era o Matos Maia), foi à Quinta da Calçada, o mais certo foi terem lido o Jornal A Capital e terem resolvido também fazer uma reportagem. Carregando na seta podem ouvir as crianças de então que agora já terão 40 e tal anos e também moradores. 


Reportagem sobre A Visita do Carocho e foto do Augusto (O Carocho). Cliquem duas vezes sobre a foto para poderem ler ou ampliar a foto.







sábado, 16 de junho de 2012

Em busca da Rosário

Dão-se Alvíssaras
ou
Entradas para o Céu



A Rosário e o marido (creio que o nome era Pedro mas não tenho a certeza), ampliados para que alguém os reconheça. Mais abaixo estão as fotos completas. Cliquem duas vezes sobre as fotos para ampliar. 


Já se passaram mais de trinta anos, que não vejo a Rosário e gostaria de falar com ela. Se, alguém a conhecer ou souber dela, deixe aqui uma mensagem. A Rosário, trabalhou no Bairro da Quinta da Calçada no projecto SAAL (Serviço de Apoio Ambulatório Local), como assistente social, integrada na equipa do Arquitecto Hestnes Ferreira e foi uma pessoa determinante para vários de nós crescermos em todos os sentidos. Naquela altura, a seguir ao 25 de Abril não sabíamos bem o que fazer, mas queríamos fazer coisas e ela deu-nos um grande apoio para começarmos o trabalho cultural e politico no nosso bairro. Esta vontade de ver a Rosário, veio de ter ampliado fotos que tenho em casa e a certa altura descobri-a numa delas (uma única) e também uma do marido. Vieram muitas recordações à cabeça, algumas baralhadas mas recordava bem a Rosário e com muito carinho. Cheguei a ir a casa dela que ficava em Algés, creio que na Calçada do Rio, mas já passei por lá e não me recordo do prédio. Ainda pensei em entrar em contacto com o atelier do Arquitecto Hestnes Ferreira mas creio que não seria boa ideia. Pode ser que desta maneira resulte e haja alguém que a conheça e me dê noticias dela, até porque tenho a teoria de que aqui em Portugal, por ser tão pequenino, somos uma espécie de "primos" uns dos outros.




A Rosário no meio do povo do Bairro da Quinta da Calçada, numa sessão de A Visita do Carocho em 1977. Cliquem duas vezes sobre as fotos para ampliar.   

O marido da Rosário numa Ligação Cidade/Campo no Bairro da Quinta da Calçada em 1976. A Rosário devia estar a tirar a foto. Cliquem duas vezes sobre as fotos para ampliar. 






Cascais por volta de 1900-1920


Cascais, interior da vila. Charles Chusseau-Flavies, 1900-1920.


Assim se faz Portugal




De Charles Chusseau-Flavies pouco se sabe, o fotógrafo francês terá trabalhado entre 1890 e 1910. Consultando a parte do seu trabalho que se encontra na George Eastman House, parece tratar-se de um dos primeiros repórteres fotográficos freelancer. Viajava com facilidade e tinha acesso a várias famílias reais europeias. Tinha também grande facilidade em fotografar quartéis e militares em exercício assim como o respectivo armamento, o que fez em vários países da Europa. Fotografava com muita frequência, cenas do quotidiano e fazia levantamentos etnográficos. Os ciganos na Roménia, negativos de alguma raridade e algumas vivências na Argélia, Marrocos e na Turquia, onde também adquiriu originais a (Sebah & Joailler), importante firma estabelecida em Constantinopla. Percorreu a maioria dos países da Europa. Da colecção, uma das maiores da George Eastman House, fazem parte mais de 11.000 negativos em vidro. O conjunto foi entregue à Casa George Eastman pela Kodak Pathé em 1974. É provável que seja apenas parte da sua produção como fotógrafo isto porque, se atentarmos ao número de chapas em vidro feitas em França, uma insignificância, por exemplo da Exposição Universal de 1900 em Paris apenas se conhecem 2 chapas, leva-nos a suspeitar que a colecção na posse da George Eastman House não representa todo o seu trabalho. 

(Excerto do texto, da  Associação Portuguesa de Photographia) Ler aqui todo o texto



Cascais, castelo da praia do Tamariz. Charles Chusseau-Flavies, 1900-1920.

Cascais, praia dos pescadores. Charles Chusseau-Flavies, 1900-1920.

Cascais, regresso dos pescadores. Charles Chusseau-Flavies, 1900-1920.

Cascais, interior da vila. Charles Chusseau-Flavies, 1900-1920.

Cascais, regresso dos pescadores. Charles Chusseau-Flavies, 1900-1920.



(Fotos Charles Chusseau-Flavies e da George Eastman House)




sexta-feira, 15 de junho de 2012

Cinemas onde vi filmes: O Monumental


Cine-Teatro Monumental



O Cine-Teatro Monumental em 1952, data da estreia do filme em cartaz "Louisa" de 
1950, realizado por Alexander Hall com Ronald Reagan, Charles Coburn e Ruth Hussey.
Foto Estúdio Novais e Fundação Gulbenkian


O Monumental foi um cinema que frequentei por diversas vezes durante alguns anos, quando já era adulto e queria ver determinados filmes em écran grande. Recordo-me de ver o filme, 2001 Odisseia no Espaço, mas creio que foi numa reposição, não sei em que ano. O último filme que lá vi foi, Apocalipse Now em 70mm (tal como o 2001), numa reposição em 1980 ou 81. Geralmente íamos em grupo, os bilhetes não eram baratos, tenho até a ideia de que eram dos mais caros de Lisboa. À sala de teatro é que nunca fui. Tenho uma vaga memoria de ter ido aos escritórios (a entrada era numa porta ao lado do café Monumental), mas, não recordo o que fui lá fazer. Como podem ver, não tenho grandes memórias do Monumental, nunca tive por ele uma grande afeição, talvez, por só o ter conhecido em adulto. Para quem quiser saber mais sobre esta sala, existem vários blog's muito bons que trazem bastante informação sobre o Cine-Teatro Monumental; cinemaaoscopos; guedelhudos; restosdecoleccao; cinemasparaiso; diasquevoam e outros. Como dei por algumas discrepâncias sobre a data da inauguração, deixo aqui uns recortes de jornais para tirar duvidas, assim com a data de inauguração do cinema Satélite.

O Cine-Teatro Monumental em 1982 ou 83. O filme em cartaz "Romance em Nova York" estreou por cá em 17-12-1982. O filme They All Laughed no original, é de 1981 e foi realizado por Peter Bogdanovich com Audrey Hepburn, Ben Gazzara e Dorothy Stratten. Este filme foi o último trabalho que Audrey Hepburn fez em cinema e a actriz Dorothy Stratten que namorava com o realizador foi assassinada pouco depois de terminar o filme pelo seu anterior namorado, aliás, foi feito um filme sobre esse caso chamado "Star 80". Foto Estúdio Novais e Fundação Gulbenkian

O Cine-Teatro Monumental em 1982 ou 83, vendo-se bem a entrada do café Monumental.
Foto Estúdio Novais e Fundação Gulbenkian

Maquete do Cine-Teatro Monumental. Foto do Museu 
Nacional do Teatro?, encontrada em fotos.sapo.pt. 


Maquete do Cine-Teatro Monumental. Foto do Museu 
Nacional do Teatro?, encontrada em fotos.sapo.pt. 



O Cine-Teatro Monumental foi 
inaugurado a 08 de Novembro de 1951


Anúncios no Diário de Lisboa: Inauguração do Cine-Teatro Monumental, só por convites.

Diário de Lisboa: Inauguração do Cine-Teatro 
Monumental, noticia e reportagem no dia seguinte. 


O Café Monumental 
foi inaugurado a 
17 de Setembro de 1955

Inauguração do Café Monumental, noticia no Diário de Lisboa e foto do local.
Foto Estúdio Novais e Fundação Gulbenkian

Cine-Teatro Monumental, por volta de 1960. Foto encontrada na net. 



Cinema Satélite 
inaugurado a 
25 de Fevereiro de 1971

Jornal A Capital: noticias sobre a inauguração do cinema Satélite 
em 25-02-1971, que ficava no interior do cinema Monumental.

Cine-Teatro Monumental, por volta de 1952. 
Foto encontrada em cinemaaoscopos.blogspot.pt. 

O enorme écran do cinema Monumental. 
Foto sem data, encontrada em cinemaaoscopos.blogspot.pt

Cine-Teatro Monumental, por volta de 1965. 
Foto do (creio), Arquivo Fotográfico da CML.



Anúncios em jornais, de filmes que passaram no Monumental em 70mm. 



O fim do Monumental: Um filme de Terror

Cine-Teatro Monumental à espera do camartelo. 
Fotos sem data copiadas de publicação da Cinemateca Portuguesa.

Cine-Teatro Monumental à espera do camartelo. 
Fotos sem data copiadas de publicação da Cinemateca Portuguesa.

Demolição do Cine-Teatro Monumental. 1984.
Foto encontrada em www.panoramio.com

O Cine-Teatro Monumental, esteve assim bastante tempo. 
Copiado de O Jornal. 1989. 



«Como numa tragédia grega: sabemos o que vai 
acontecer e só podemos ver o que acontece.» 
(Elia Kazan)



quinta-feira, 14 de junho de 2012

14 de junho de 1940 - Ocupação de Paris

Faz hoje 72 anos


Paris foi ocupada em 14 de junho 1940, e o Governo Francês fugiu para Bordéus no mesmo dia. 


Um francês chora, vendo os soldados alemães a marchar na 
capital francesa, Paris, em 14 de junho de 1940.

Arco do Triunfo visível por trás tropas alemãs a cavalo, pelas 
ruas de Paris. França, junho 1940, Heinrich Hoffmann.


(Fotos, wikipedia e LIFE Archive)




quarta-feira, 13 de junho de 2012

A Madeira era um jardim

Agora é do Jardim

Assim se faz Portugal


Fotos da Madeira, encontradas na LIFE Archive sem data, nem outra identificação.




O grande Max e o Bailinho da Madeira.

Dedicado ao José António, filho do grande Max.